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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Exercícios e Mendicamentos na Terçeira idade

Exercícios na terceira idade


           É um fato bem conhecido que a prática regular de atividades físicas sob controle médico é fundamental no controle de diversas doenças como por exemplo as doenças do coração. Na terceira idade a atividade física regular assume grande importância. Observa-se que os idosos que praticam esporte possuem melhor capacidade física e melhor resistência às doenças cardiovasculares que idosos sedentários. A prática de exercícios leva também a um estado melhor de ânimo com melhora da disposição física e do humor levando a significativo aumento da média de vida.
           Observa-se que a atividade física com freqüência e regularidade atinge resultados superiores a utilização de medicamentos em muitas situações médicas comuns como a pressão alta. As melhores atividades para a terceira idade são as dinâmicas com destaque para as caminhadas e a natação em água aquecida.

A Utilização de mdicamentos na terceira idade


           A grande maioria dos remédios é produzida baseada em estudos realizados em pessoas jovens. Na terceira idade o comportamento das substâncias químicas é diferente daquelas que ocorrem com os jovens, muitas vezes produzindo efeitos indesejáveis. O idoso logo, está mais sujeito a efeitos colaterais e freqüentemente apresentam novos sintomas decorrentes da medicação o que pode confundir o quadro clínico.
           O uso de medicamentos deve ser criterioso, evitando-se a utilização concomitante de várias substâncias e sempre ser feito sob prescrição médica. A dosagem também deve ser bem controlada.
           Na Terceira Idade a utilização de medicamentos é muito alta, cerca de 25% dos remédios vendidos. Nesta faixa etária, há uma tendência elevada à automedicação, além do uso continuado e sem critério. O uso de remédios caseiros, como laxantes, antiácidos, vitaminas, anti-gripais, etc., podem levar a efeitos indesejáveis, quando associados a outros medicamentos, e isso pode acontecer sem o conhecimento do médico. A utilização rotineira do álcool pode levar a conflitos com os medicamentos prescritos.
           Não deve-se tomar remédios receitados para outras pessoas esperando obter os mesmos resultados. Nunca deve-se tomar medicamentos com data vencida.

 

domingo, 25 de outubro de 2015

Doença e terçeira idade

Doença e a terceira idade


           O contato com a Medicina fica mais freqüente na terceira idade. Não é raro começarmos a nos preocupar com a saúde após os 40 anos e então passarmos a ter os primeiros contatos com o médico. Uma situação, por exemplo, que freqüentemente nos leva ao médico pela primeira vez é a pressão alta, relacionada sempre a uma série de circunstâncias muito diferentes e que necessita por sua vez de cuidados que vão alterar o nosso dia-a-dia.
           Na terceira idade há uma tendência ao acúmulo de doenças crônicas, na sua grande maioria benignas e fáceis de serem controladas. A artrose, por ex., é doença que acomete com muita freqüência o idoso e que pode se somar a outras manifestações como a pressão alta ou o diabetes. O médico deve administrar a doença com a participação do idoso, bem como a de seus familiares, fornecendo o máximo de informações possíveis.
           Ao médico cabe distinguir os sintomas próprios da idade daqueles devido à doença. Quando houver mais de um médico cuidando do paciente deve-se destacar um deles, em geral o clínico geral, para atuar como o coordenador e desta maneira propiciar uma abordagem ampla e uniforme. É muito importante que se veja a pessoa como um todo, tendo especial cuidado com as características de sua personalidade e os aspectos próprios ao seu meio.
           O exame médico inicial deve ser sempre minicioso e realizado de preferência por um clinico geral e nunca pelo especialista. O especialista deve ser convocado sempre que necessário e sempre sob a supervisão do clínico geral. O diagnóstico preciso permite a destinção correta entre o sintoma devido às perdas funcionais próprias da idade.
Charlatanice

           O alto custo da medicina e a má assistência oferecida pelo setor público levam ao aparecimento de tratamentos sem qualquer critério científico. A terceira idade encontra neste meio um mercado muito rico, caracterizado por remédios que são indicados para inúmeras situações comuns como o reumatismo, distúrbios da memória e da circulação, etc. Fórmulas infalíveis para o tratamento do câncer são muito comuns.
Saúde

           A medicina está devotada à manutenção da saúde o que compreende a detecção e a prevenção de doenças, a cura de moléstias que possuem tratamento, o combate à dor e a diminuição do sofrimento. A saúde pública ocupa importante papel na medicina moderna sendo responsável pela promoção de higiene, orientação nutricional e cuidados com os fatores ambientais que interferem com a saúde.
           A boa saúde, em qualquer idade, está na dependência de três fatores básicos constituídos pela alimentação, pela atividade física e pelo estado psicológico. São três colunas básicas que se erguem a partir de nossa constituição genética e sobre as quais podemos ter atuação direta.
Acidentes na III Idade

           Em alguns países o acidente é importante causa de morte sendo superior a doenças infecciosas , doenças cardíacas e câncer. Na terceira idade os acidentes também são freqüentes e tendem a ter conseqüências sérias.
           Na terceira idade a principal causa de acidentes são as quedas destacando-se a fratura do fêmur como sua principal conseqüência. A diminuição da acuidade visual, uma maior tendência a síncopes e os efeitos adversos de medicamentos, principalmente os tranqüilizantes, e o alcoolismo são as principais causas de quedas do idoso. As queimaduras e os acidentes de trânsito constituem também causas de acidentes na terceira idade.
As Quedas

           A queda representa uma fonte de doenças na terceira idade e também uma causa de morte.
           Cerca de 10% dos idosos que sofreram uma queda virão a falecer em decorrência da mesma, e cerca de 30% terão, como conseqüência , uma lesão importante.
           Além da fratura o idoso que sofre a queda em geral se torna ansioso e amedrontado quanto a outras quedas.
           O sedentarismo também é um fator que deve ser destacado, sendo que o idoso ativo, acostumado a fazer exercícios regulares tem menor predisposição a sofrer quedas.
           *A síncope é sensação de forte tontura seguida de rápida perda de consciência.
           O alcoolismo também é uma causador de quedas. Fatores ambientais também devem ser considerados, como por ex.: a iluminação inadequada, presença de tapetes soltos, falta de borracha no chão do chuveiro, falta de barras de apoio e de corrimões.
          
As Queimaduras

           As queimaduras são também muito comuns na terceira idade. A sua grande maioria ocorre em casa e em geral são devidas a fogo e líquidos aquecidos. Na terceira idade a resposta à queimadura é sempre preocupante devido à diminuição na capacidade de regeneração cutânea tornando-a mais sensível, e também por eventuais outras doenças concomitantes.
           Alguns cuidados preventivos devem ser destacados, como evitar fumar na cama ou alcoolizado, não cozinhar utilizando roupas facilmente inflamáveis.
Os Acidentes de Trânsito

           Os acidentes de trânsito constituem causa de morte na terceira idade. É aconselhável o idoso dirigir devagar, de preferência sempre acompanhado e realizar trajetos curtos evitando os horários de "rush"e noturnos. O uso de cintos de segurança é medida de extraordinária importância para se evitar as graves conseqüências dos acidentes automobilísticos. O pedestre idoso deve caminhar de maneira alerta na via pública, evitando transportar muitos objetos nas mãos.
As Fraturas

           A osteosporose é o principal fator que favorece a fratura no idoso. Basicamente a osteosporose é a diminuição na quantidade de massa óssea e o aumento da fragilidade do osso.


terça-feira, 6 de outubro de 2015

Projeto novo

Projeto Qualidade de Vida, venham todos conhecer esse nosso lindo Projeto: Uma aula semanal de alongamento e podemos prevenir e/ou permitir que várias doenças desenvolvam-se; como por exemplo: artrose, osteoporose, fazemos ainda correção postural, procurem-nos, estamos com preços populares. AULA DE INAUGURAÇÃO NO PRÓXIMO SÁBADO 10/10/2015. Meu email para contato direto: vanderluciabls@hotmail.com


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Envelhecimento - desfazendo mitos



           O ano de 1999 foi declarado o Ano Internacional do Idoso. Naquele ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu o seguinte tema para as comemorações do Dia Mundial da Saúde: "Envelhecimento ativo faz a diferença".
           Dessa forma a OMS estava reconhecendo que esta era a chave para que a população idosa permaneça desempenhando seu papel na sociedade. O envelhecimento ativo envolve diferentes dimensões de nossas vidas: física, mental, social e espiritual.
           "O envelhecimento é um privilégio e uma conquista da sociedade. É também, um desafio, o qual terá impacto sobre todos os aspectos da sociedade no século 21"(OMS, 1999).
           O envelhecimento é um processo natural e mesmo desejável, uma vez que a alternativa, que ninguém quer, é morrer jovem. Apesar de ser um fenômeno mundial, o envelhecimento ainda é cercado por muitos mitos que não têm nada a ver com a realidade. Foi para ajudar a desfazer esta confusão que, em 1999, a OMS publicou o documento "Envelhecimento: Desfazendo mitos", cujos aspectos principais passamos a reproduzir a seguir.
           Mito número 1: A maioria dos idosos vive em países desenvolvidos;
           De fato o que ocorre é o contrário. A maioria das pessoas idosas, mais de 60% delas, vive em países em desenvolvimento. Existem quase 600 milhões de pessoas idosas no mundo e mais da metade delas vivem em países em desenvolvimento. Por volta de 2020 existiraõ cerca de 1 bilhão de pessoas idosas. Mais de 700 milhões viverão em países em desenvolvimento.

           Mito número 2: Os idosos são todos iguais;
           Na verdade, os idosos constituem um grupo muito diversificado. Muitos idosos mantêm uma vida ativa e saudável, enquanto alguns menos idosos têm uma baixa qualidade de vida. A idade das pessoas depende de um grande número de fatores, incluindo gênero, etnia, cultura, se o idoso vive num país industrializado ou num país em desenvolvimento, se vive na cidade ou no campo. Estes e muitos outros fatores, inclusive a experiência individual, fazem com que as pessoas sejam cada vez mais diferentes entre si à medida que a idade avança. Mesmo no que diz respeito a características biológicas, dois jovens da mesma idade são muito mais parecidos entre si do que dois idosos.

           Mito número 3: Homens e mulheres envelhecem da mesma maneira;
           Homens e mulheres envelhecem de maneira diferente. Antes de tudo, mulheres vivem mais do que homens. Parte dessa vantagem feminina com respeito à expectativa de vida é biológica. Longe de ser o sexo frágil, elas parecem mais resistentes do que os homens em todas as idades, mais particularmente na infância. Também na vida adulta, as mulheres têm uma vantagem biológica. Por exemplo, pelo menos até a menopausa, seus hormônios as protegem contra o infarto do miocárdio.

           Mito número 4: Pessoas idosas são frágeis;
           Muito longe de serem frágeis, a grande maioria das pessoas idosas mantém-se fisicamente rígidas, mesmo nas idades mais avançadas. Da mesma forma continuam capazes de realizar as tarefas relacionadas às atividades da vida diária e são parte ativa da vida comunitária. A capacidade de nosso sistema biológico cresce durante os primeiros anos de vida até atingir seu ponto máximo no início da vida adulta e vai decaindo daí. A velocidade desse declínio é fortemente determinada por fatores externos relacionados ao estilo de vida do adulto, incluindo tabagismo, consumo de álcool, dieta e condiçòes sociais. Por exemplo, a declínio natural da função cardíaca pode ser acelerado pelo hábito de fumar. Mas a aceleração do declínio funcional determinado por fatores externos pode ser revertida em qualquer idade.

           Mito número 5: Pessoas idosas não têm nada a contribuir;
           Na verdade as pessoas idosas dão inúmeras contribuições às famílias, à sociedade e à economia. A visão convencional que perpetua este mito tende a focar a participação na força de trabalho e a redução dessa participação com o aumento da idade. Muitas vezes, assume-se que a redução da participação de pessoas idosas em trabalhos remunerados deve-se ao declínio da capacidade funcional associado com o envelhecimento. De fato, o declínio da capacidade funcional não significa de forma alguma incapacidade para o trabalho. Os requisitos físicos para muitos empregos têm sido reduzidos devido aos avanços tecnológicos. O fato de haver poucos idosos em trabalhos remunerados é mais freqüente devido a desvantagens das pessoas idosas com respeito à escolaridade e treinamento e, principalmente, devido ao preconceito existente.

           Mito número 6: Pessoas idosas são uma carga econômica para a sociedade;
           As pessoas idosas contribuem de inúmeras formas para o desenvolvimento de sua sociedade. Este mito talvez esteja sendo reforçado nos últimos tempos pelas dificuldades de muitos países em prover seguridade a um número cada vez maior de pessoas que alcançam idades avançadas.


Depressão no idoso

Depressão no idoso


           A depressão é uma das principais doenças mentais que atingem os idosos. Cerca de 15% dos idosos apresentam alguns sintomas depressivos e 2% depressão grave.
           Os principais sintomas desta doença são: tristeza profunda e duradoura, acompanhada de desânimo, apatia, desinteresse, impossibilidade de desfrutar dos prazeres da vida. Não se interessa pelas atividades diárias, não dorme bem, não tem apetite, muitas vezes tem queixas vagas como fadiga, dores nas costas ou na cabeça. Aparecem pensamentos "ruins"(idéias de culpa, inutulidade, desesperança e suícidio, nos casos mais graves).
           As causas da depressão são desconhecidas, mas acredita-se que vários fatores biológicos, psicológicos e sociais atuando concomitantemente levem à doença. Na depressão há alterações no equilíbrio dos sistemas químicos do cerébro, principalmente nos neurotransmissores noradrenalina e serotonina.
           O reconhecimento da doença no idoso é difícil, devido aos preconceitos em relação à velhice e às doenças mentais que dificultam o acesso dos pacientes a um tratamento adequado. Quando alguém fica desanimado e triste por algumas semanas é necessário levá-lo a um psiquiatra, para uma avaliação especializada, pois pode estar sofrendo de depressão.
           Os medicamentos antidepressivos atuam nos neurotransmissores permitindo uma recuperação do equilíbrio químico do cerébro. Essa recuperação demora algumas semanas, sendo o apoio familiar de fundamental importância. O acompanhamento psicoterápico permite complementação do tratamento mendicamentoso, propiciando a recuperação da qualidade de vida do idoso.


segunda-feira, 6 de julho de 2015

Personalidade parte 3

Traços da Personalidade:

Para a psiquiatria os tipos de personalidade, ou os tipos psicológicos, são classificados de acordo com o conjunto de traços que caracterizavam a maneira de ser da pessoa, o modo como a pessoa interage com seu mundo, ou seja, como o sujeito se relacionava com o objeto.
     Carl Jung (1875 – 1961) classificava as pessoas em dois tipos básicos de atitude (dos quais também derivam vários subtipos), a extroversão e a introversão, de origem biológica. A extroversão, segundo ele, era governada por expectativas e necessidades sociais, estando orientada para a adaptação e reações exteriores, enquanto a introversão teria sua energia dirigida para os estados subjetivos e processos psíquicos.
Alfred Adler (1870 – 1937) reconhecia quatro tipos de temperamento, os quais, de certa forma, foram ainda baseados em Galeno, porém, definidos de acordo com o interesse social e nível de energia manifestado pelas pessoas. Adler denominava tipo governante as pessoas com certo nível de agressividade, tirania e dominação, correspondendo ao tipo colérico de Galeno. Falava do tipo dependente, para pessoas sensíveis, que se acomodam em uma concha existencial para se protegerem dos eventos externos. O tipo dependente possui baixos níveis de energia, são cronicamente cansados, pouco dispostos e correspondem ao tipo fleumático de Galeno. O terceiro tipo de Adler é chamado de evitação e representa pessoas que tendem a se afastar do contato direto com os outros e com as circunstâncias. Essas pessoas também têm níveis baixos de energia, são predominantemente tristes e correspondem ao tipo melancólico de Galeno. Finalmente o tipo socialmente útil, representando as pessoas saudáveis, que apresentam interesse social e energia, atléticas e vigorosas, relacionadas ao tipo sangüíneo de Galeno.
Alguns traços de personalidade, de fato, parecem ter uma potencialidade geneticamente determinada, faltando saber com que probabilidade esse potencial se desenvolverá ou não na vida da pessoa. O seqüenciamento do genoma humano permitiu que cientistas identificassem uma série de genes relacionados ao comportamento. Foram mapeados genes relacionados à tendência para adquirir certos traços de personalidade, ou a desenvolver hábitos ou vícios – desde que tais genes sejam "disparados" por estímulos ambientais durante a vida da pessoa.
  

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Personalidade parte 2

 Ambiente, Genética e Personalidade 
     Como se forma a personalidade humana? O que é mais importante na formação e desenvolvimento da personalidade? Essas questões acompanham a curiosidade humana desde tempos imemoráveis. Atualmente, embora a dúvida continue, já podemos refletir baseados em hipóteses bastante interessantes. O indivíduo como se encontra aqui e agora é, indubitavelmente, um produto daquilo que ele trouxe ao mundo com aquilo que o mundo fez com ele, em outras palavras, o sujeito é uma combinação de seu genótipo com as influências do ambiente sobre esse genótipo. Entre tantas tendências destaca-se um tronco ideológico segundo o qual os seres humanos seriam criados iguais quanto sua capacidade potencial. Neste caso, a ocorrência das diferenças individuais seria interpretada como uma decisiva influência ambiental sobre o desenvolvimento da personalidade. De acordo com tal enfoque, havendo no mundo uma hipotética igualdade de oportunidades, seríamos todos iguais quanto as nossas realizações, já que, potencialmente seríamos iguais. Assim pensando, se a todos fossem dadas oportunidades iguais, como por exemplo, oportunidade musical ou artística, seria impossível destacar-se um Chopin, Mozart, Monet, Rembrandt, porque a potencialidade de todos seus colegas de classe seria a mesma. A única diferença entre Einstein e os demais teria sido uma simples questão de oportunidade e circunstâncias ambientais. Neste caso a personalidade, a inteligência, a vocação e a própria doença mental seriam questões exclusivamente ambientais. 

A idéia de buscar fora da pessoa os elementos que explicassem seu comportamento a sua desenvoltura vivencial teve ênfase com as teorias de Rousseau, segundo o qual era a sociedade quem corrompia o homem. Subestimou-se a possibilidade da sociedade refletir, exatamente, a totalidade das tendências humanas. São seres humanos que trazem em si um potencial corruptor o qual, agindo sobre outros indivíduos sujeito à corrupção, produzem um efeito corruptível. Ou seja, trata-se de um demérito tipicamente e exclusivamente humano. 
     Outra concepção acerca da personalidade foi baseada na constituição biotipológica, segundo a qual a genética não estaria limitada exclusivamente à cor dos olhos, dos cabelos, da pele, à estatura, aos distúrbios metabólicos e, às vezes, às malformações físicas, mas também, determinaria às peculiares maneiras do indivíduo relacionar-se com o mundo: seu temperamento, seus traços afetivos, etc. As considerações extremadas neste sentido descartam qualquer possibilidade de influência do meio sobre o desenvolvimento e desempenho psico-emocional e atribuem aos arranjos sinápticos e genéticos a explicação de todas as características da personalidade. Entretanto, uma das descobertas mais interessantes do projeto Genoma colocou em cheque essa hipótese organicista. Foi o fato de se verificar que os seres humanos compartilham entre si 99,99% de seus genes e, desta forma, as diferenças cromossômicas entre duas pessoas seriam ínfimas. Pelo lado da biologia, se a diferença dos cromossomos entre duas pessoas gira em torno de 0,01%, como se justificaria a enorme diferença de personalidade entre essas duas pessoas. Pelo lado do ambiente, se o meio onde se desenvolvem dois irmãos é basicamente o mesmo, o que justificaria também a enorme diferença entre as personalidades de ambos. Buscando um meio termo, como apelo ao bom senso, pode-se considerar a totalidade do ser humano como sendo um balanço entre, no mínimo, duas porções que se conjugam de forma a produzir a pessoa tal como é: uma natureza biológica, tendo por base nossa natural submissão ao reino animal e às leis da biologia, da genética e dos instintos, e uma natureza existencial, suprabiológica e que transcende o animal que repousa em nós. A pessoa, ser único e individual, distinto de todos outros indivíduos de sua espécie, traduz a essência de uma peculiar combinação bio-psico-social.
     Pensando assim, os genes herdados se apresentam como possibilidades variáveis de desenvolvimento em contacto com o meio e não como certeza inexorável de desenvolvimento. Sensatamente, o ser humano não deve ser considerado nem exclusivamente ambiente, nem exclusivamente herança, antes disso, uma combinação destes dois elementos em proporções completamente insuspeitadas. 
     O ser humano não deve ser considerado um produto exclusivo de seu meio, tal como um aglomerado dos reflexos condicionados pela cultura que o rodeia e despido de qualquer atributo mais nobre de sentimentos e vontade própria. Não pode, tampouco, ser considerado um punhado de genes, resultando numa máquina programada a agir desta ou daquela maneira, conforme teriam agido exatamente os seus ascendentes biológicos. 




Seguindo essa idéia a definição de Personalidade poderia ser esboçada da seguinte maneira:
"PERSONALIDADE É A ORGANIZAÇÃO DINÂMICA DOS TRAÇOS NO INTERIOR DO EU, FORMADOS A PARTIR DOS GENES PARTICULARES QUE HERDAMOS, DAS EXISTÊNCIAS SINGULARES QUE EXPERIMENTAMOS E DAS PERCEPÇÕES INDIVIDUAIS QUE TEMOS DO MUNDO, CAPAZES DE TORNAR CADA INDIVÍDUO ÚNICO EM SUA MANEIRA DE SER, DE SENTIR E DE DESEMPENHAR O SEU PAPEL SOCIAL".








domingo, 5 de abril de 2015

Psicologia Personalidade



Em todo tratamento de saúde, usamos Psicologia

Introdução:

    

     Hoje vamos descrever como atua a psicologia sob diversas formas: como conhecemos e como lidamos como essa situação do Profissional da Saúde com o paciente, o que acontece nessas relações (principalmente dos Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem em relação ao paciente).
     O hospital, por exemplo é uma complexa organização dividida em diversos setores e departamentos, passando pelas diversas especialidades médicas. Através do trabalho de dezenas e centenas de profissionais atuando harmonicamente, o hospital atinge seu objetivo final. São exemplos desses profissionais: Médicos, Enfermeiros, técnicos e Auxiliares de Enfermagem, Intrumentadores(as), Nutricionistas, Psicólogos, assistentes Sociais, entre outros. E no hospital, como todos sabem, é o local para onde se dirigem as pessoas que apresentam-se necessitadas de uma intervenção médica para curar alguma doença, ou para ter um filho e até mesmo para cirurgia estética visando a satisfação de poder ter seu corpo conjugando em sintonia com a sua mente. Na maioria das vezes é um lugar de sofrimento para aqueles que ali se encontram e se dão por felizes quando voltam para casa com a cura estabelecida, outros já não podem voltar e é também sobre estes últimos que vamos tratar aqui.



DNA e Personalidade  
      Na metade do século XX até agora, a partir da descoberta da estrutura do DNA pelo americano James Watson e pelo inglês Francis Crick em 1953 até o mapeamento completo do genoma humano, em 2003, abriu-se um campo de exploração sem precedentes para entender as origens biológicas da personalidade. Hoje se sabe que os comportamentos dependem da interação entre fatores genéticos e ambientais.
     Além disso, as descobertas mais recentes nesse campo mostram que a influência dos hábitos e do estilo de vida de cada um na ação dos genes é maior do que se pensava. Pessoas com genes associados à depressão têm mais probabilidade de desenvolver a doença se forem expostas a eventos traumáticos durante a vida. Fala-se que questões vivenciais podem servir como gatilho para disparar certas predisposições geneticamente determinadas. A descoberta da estrutura do DNA por James Watson e Francis Crick, em 1953, e a divulgação do Projeto Genoma Humano, em 2000, abriram as portas para uma compreensão sem precedentes das raízes biológicas da personalidade. As revelações de que a genética pode influenciar comportamentos mudam a visão das pessoas sobre questões filosóficas e do cotidiano. "A idéia de que os bebês vêm ao mundo sem características inatas multiplica a angústia dos pais que dão aos filhos uma educação adequada e eles não correspondem às suas expectativas. Na verdade, muitas coisas não dependem dos pais, e sim da natureza", diz Steven Pinker. O biólogo Richard Dawkins, da Universidade de Oxford, e autor de O Gene Egoísta, vai além. "A genética do comportamento mudará muita coisa. Se partirmos do pressuposto de que nossa mente é regida por algo além dos conceitos éticos e morais aprendidos, como punir um assassino?", ele questiona. "Quando um computador não funciona, em vez de puni-lo, nós o consertamos." Na década de 70 os estudos com gêmeos, incluíam filhos biológicos e adotivos, mostraram que as crianças adotadas têm traços de personalidade mais parecidos com os de seus pais biológicos do que com os dos pais adotivos. Os estudos revelaram também que gêmeos idênticos exibem aspectos da personalidade semelhantes

domingo, 1 de março de 2015

Dia Internacional da Mulher Promoções

Oi pessoal tudo bem?

     Não deixem de aproveitar as promoções agora de março no consultório do nosso dia internacional da mulher.

     Promoções em estética corporal e facial, comuniquem-se, estou aguardando:

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Feliz 2015

Boa noite, venho aqui desejar a todos os amigos e clientes do blog, um ano cheio de realizações.


Grande abraço, Vanderlucia.