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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Envelhecimento - desfazendo mitos



           O ano de 1999 foi declarado o Ano Internacional do Idoso. Naquele ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu o seguinte tema para as comemorações do Dia Mundial da Saúde: "Envelhecimento ativo faz a diferença".
           Dessa forma a OMS estava reconhecendo que esta era a chave para que a população idosa permaneça desempenhando seu papel na sociedade. O envelhecimento ativo envolve diferentes dimensões de nossas vidas: física, mental, social e espiritual.
           "O envelhecimento é um privilégio e uma conquista da sociedade. É também, um desafio, o qual terá impacto sobre todos os aspectos da sociedade no século 21"(OMS, 1999).
           O envelhecimento é um processo natural e mesmo desejável, uma vez que a alternativa, que ninguém quer, é morrer jovem. Apesar de ser um fenômeno mundial, o envelhecimento ainda é cercado por muitos mitos que não têm nada a ver com a realidade. Foi para ajudar a desfazer esta confusão que, em 1999, a OMS publicou o documento "Envelhecimento: Desfazendo mitos", cujos aspectos principais passamos a reproduzir a seguir.
           Mito número 1: A maioria dos idosos vive em países desenvolvidos;
           De fato o que ocorre é o contrário. A maioria das pessoas idosas, mais de 60% delas, vive em países em desenvolvimento. Existem quase 600 milhões de pessoas idosas no mundo e mais da metade delas vivem em países em desenvolvimento. Por volta de 2020 existiraõ cerca de 1 bilhão de pessoas idosas. Mais de 700 milhões viverão em países em desenvolvimento.

           Mito número 2: Os idosos são todos iguais;
           Na verdade, os idosos constituem um grupo muito diversificado. Muitos idosos mantêm uma vida ativa e saudável, enquanto alguns menos idosos têm uma baixa qualidade de vida. A idade das pessoas depende de um grande número de fatores, incluindo gênero, etnia, cultura, se o idoso vive num país industrializado ou num país em desenvolvimento, se vive na cidade ou no campo. Estes e muitos outros fatores, inclusive a experiência individual, fazem com que as pessoas sejam cada vez mais diferentes entre si à medida que a idade avança. Mesmo no que diz respeito a características biológicas, dois jovens da mesma idade são muito mais parecidos entre si do que dois idosos.

           Mito número 3: Homens e mulheres envelhecem da mesma maneira;
           Homens e mulheres envelhecem de maneira diferente. Antes de tudo, mulheres vivem mais do que homens. Parte dessa vantagem feminina com respeito à expectativa de vida é biológica. Longe de ser o sexo frágil, elas parecem mais resistentes do que os homens em todas as idades, mais particularmente na infância. Também na vida adulta, as mulheres têm uma vantagem biológica. Por exemplo, pelo menos até a menopausa, seus hormônios as protegem contra o infarto do miocárdio.

           Mito número 4: Pessoas idosas são frágeis;
           Muito longe de serem frágeis, a grande maioria das pessoas idosas mantém-se fisicamente rígidas, mesmo nas idades mais avançadas. Da mesma forma continuam capazes de realizar as tarefas relacionadas às atividades da vida diária e são parte ativa da vida comunitária. A capacidade de nosso sistema biológico cresce durante os primeiros anos de vida até atingir seu ponto máximo no início da vida adulta e vai decaindo daí. A velocidade desse declínio é fortemente determinada por fatores externos relacionados ao estilo de vida do adulto, incluindo tabagismo, consumo de álcool, dieta e condiçòes sociais. Por exemplo, a declínio natural da função cardíaca pode ser acelerado pelo hábito de fumar. Mas a aceleração do declínio funcional determinado por fatores externos pode ser revertida em qualquer idade.

           Mito número 5: Pessoas idosas não têm nada a contribuir;
           Na verdade as pessoas idosas dão inúmeras contribuições às famílias, à sociedade e à economia. A visão convencional que perpetua este mito tende a focar a participação na força de trabalho e a redução dessa participação com o aumento da idade. Muitas vezes, assume-se que a redução da participação de pessoas idosas em trabalhos remunerados deve-se ao declínio da capacidade funcional associado com o envelhecimento. De fato, o declínio da capacidade funcional não significa de forma alguma incapacidade para o trabalho. Os requisitos físicos para muitos empregos têm sido reduzidos devido aos avanços tecnológicos. O fato de haver poucos idosos em trabalhos remunerados é mais freqüente devido a desvantagens das pessoas idosas com respeito à escolaridade e treinamento e, principalmente, devido ao preconceito existente.

           Mito número 6: Pessoas idosas são uma carga econômica para a sociedade;
           As pessoas idosas contribuem de inúmeras formas para o desenvolvimento de sua sociedade. Este mito talvez esteja sendo reforçado nos últimos tempos pelas dificuldades de muitos países em prover seguridade a um número cada vez maior de pessoas que alcançam idades avançadas.


Depressão no idoso

Depressão no idoso


           A depressão é uma das principais doenças mentais que atingem os idosos. Cerca de 15% dos idosos apresentam alguns sintomas depressivos e 2% depressão grave.
           Os principais sintomas desta doença são: tristeza profunda e duradoura, acompanhada de desânimo, apatia, desinteresse, impossibilidade de desfrutar dos prazeres da vida. Não se interessa pelas atividades diárias, não dorme bem, não tem apetite, muitas vezes tem queixas vagas como fadiga, dores nas costas ou na cabeça. Aparecem pensamentos "ruins"(idéias de culpa, inutulidade, desesperança e suícidio, nos casos mais graves).
           As causas da depressão são desconhecidas, mas acredita-se que vários fatores biológicos, psicológicos e sociais atuando concomitantemente levem à doença. Na depressão há alterações no equilíbrio dos sistemas químicos do cerébro, principalmente nos neurotransmissores noradrenalina e serotonina.
           O reconhecimento da doença no idoso é difícil, devido aos preconceitos em relação à velhice e às doenças mentais que dificultam o acesso dos pacientes a um tratamento adequado. Quando alguém fica desanimado e triste por algumas semanas é necessário levá-lo a um psiquiatra, para uma avaliação especializada, pois pode estar sofrendo de depressão.
           Os medicamentos antidepressivos atuam nos neurotransmissores permitindo uma recuperação do equilíbrio químico do cerébro. Essa recuperação demora algumas semanas, sendo o apoio familiar de fundamental importância. O acompanhamento psicoterápico permite complementação do tratamento mendicamentoso, propiciando a recuperação da qualidade de vida do idoso.